Gaby e Mag entram na Gabigal como extensão natural desse movimento. São elas que ajudam a expandir seus caminhos — trazendo novos olhares, organização e potência ao que antes era íntimo. Juntas, transformam a expressão individual em construção coletiva, conectando arte, corpo e presença com ainda mais força. Não apenas acompanham a marca, mas participam ativamente da sua evolução, fazendo da Gabigal um encontro vivo entre diferentes sensibilidades que caminham na mesma direção.
A Gabigal nasce antes como gesto do que como marca.
Gabi começou a pintar em Paris, onde morou por 6 meses, transformando um interesse antigo em prática artística. Mais tarde, enfrentou um dos desafios centrais da arte: construir uma pesquisa e uma linguagem próprias — um processo que envolve tanto o que se deseja comunicar quanto o que se permite que o outro veja, já que a arte é, ao mesmo tempo, pessoal e coletiva.
Com o tempo, uma iconografia começou a se formar, mas a circulação das obras era limitada, restrita a espaços íntimos e afetivos.
A virada acontece quando surge a ideia de unir arte e vestuário: levar a obra para o corpo, para a rua, para o cotidiano. Transformar a pintura em algo que anda, circula e se relaciona.
A Gabigal nasce nesse encontro entre o íntimo e o público, entre obra e corpo, entre expressão pessoal e linguagem compartilhada. Não como produto — mas como movimento.
A proposta da marca é trazer a arte para o dia a dia de uma forma que vá além do pensamento e se conecte com o corpo. Transformando peças do cotidiano em suportes que aproximam a arte do nosso dia a dia. Assim, cada roupa leva um toque que não é só para ser visto, mas para ser sentido e vivido no dia a dia.
Esta obra surge de um sentimento que começou silencioso, mas se transformou em um grito interno. O rosto sereno, ainda assim carregando um grito contido, mostra a dualidade de parecer calmo por fora enquanto algo dentro de nós precisa encontrar sua voz. É um lembrete de que estamos sempre em transformação, e que há coragem em deixar nossas emoções se expressarem.
Esta obra nasce do instante em que o novo deixa de assustar e começa a se encaixar. Quando uma cidade, um amor ou uma versão de nós mesmas deixa de ser distante e passa a respirar junto. É o intervalo entre o caos e a rotina — um território onde o corpo entende antes da mente, onde tudo ainda está se formando, mas já faz sentido. É a clareza temporária de quem ainda está mudando, mas já encontrou um lugar para descansar por um momento.